“Uma cidade se inventa” na TV Câmara, de BH

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Veja aqui matéria sobre o livro “Uma cidade se inventa”.

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“Geração” mostra livro sobre BH na visão de seus escritores

geracao

O programa Geração, da TV Assembleia, recebe o jornalista Fabrício Marques e o fotógrafo João Marcos Rosa para um bate-papo sobre o livro “Uma cidade se inventa – Belo Horizonte na visão de seus escritores”, lançado no final de setembro.

O programa estreia neste sábado (14/11/15), às 19 horas, com reprises no domingo (15/11) às 12h30 e na segunda (16) às 13h.

Mais informações aqui.

“Almanaque Brasil”, programa da Rádio Inconfidência

Leia aqui a coluna “Almanaque Brasil”, assinada por Flávio Henrique Silveira

BH SOB A VISÃO DE SEUS ESCRITORES

“No último setembro, o poeta e jornalista mineiro Fabricio Marques lançou o livro “Uma cidade se inventa: Belo Horizonte na visão de seus escritores”, que saiu pela Scriptum. Não é exagero dizer que a obra já nasce com cheiro de fundamental para a cultura de Belo Horizonte. Trata-se de um inventário poético-literário da capital mineira, de como escritores e poetas nascidos aqui ou que escolheram BH para residência trataram a cidade em seus textos.

BH está presente em livros desde o romance “A capital”, do sabarense Avelino Fóscolo, publicado em 1903. Fabrício reporta a relação da capital e seus escritores desde essa abordagem até os escritores mais contemporâneos, como as poetas Ana Elisa Ribeiro e Ana Martins Marques.

O livro-reportagem de Fabrício Marques consumiu nove anos de trabalho: foram mais de 80 entrevistas e 160 obras analisadas que falam de Beagá de alguma forma. No livro, Fabrício mostra que cada autor formata uma cartografia particular de Belo Horizonte, seja pelo contato com suas ruas, arquiteturas ou boemias, seja pela interpretação pessoal de cada um.

Fabrício Marques nos conta ou rememora como cada geração de autores se conectou a Belo Horizonte. Como Carlos Drummond e seus pares morreram de tédio, como os Cavaleiros do Apocalipse clamaram por modernidade e ainda como a chamada “Geração Suplemento” renovou a nossa visão de Beagá.

Alguns escritores utilizaram BH como rito de passaram, outros escolheram e ainda optam por morrer nela. A cidade está pintada em suas obras e se confunde entre tradicionalista e cosmopolita, melancólica e agitada.

O olhar de Fabrício Marques, juntamente com o ensaio fotográfico de João Marcos, com mais de 70 imagens da capital, nos mostram que BH não é apenas um retrato na parede ou uma literatura presa entre montanhas. Nas visões de nossos autores, a cidade se eternizou sob lirismo, espanto e paixão.”

Algumas citações de BH por seus escritores

O sol põe o olho / Entre os montes: um vermelho / e belo horizonte.

(Angela Leite de Souza)

(…)

Dentro da noite belo-horizontina, procuro o Palácio das Artes. Um navio branco ancorado no mar escuro do Parque Municipal Ele não pode partir. Não quero ouvir a sirene anunciando sua despedida. Nem quero vê-lo, da calçada, da avenida Afonso Pena, lentamente se afastar, tragado pelas árvores, transformada numa sombra confusa, aquosa.

(…)

(Lino de Albergaria. Um bailarino holandês, 2015)

E voltamos para o centro da cidade. De lá seguimos até a Rua Paquequer. Depois passei na rua Bomfim, com Adalberto e eu olhando, cada um para um lado, tentando avistar a camionete. Rodamos a Bonfim toda, depois a Itapecerica, a Santos Dumont e não vimos nada. Entrei na av. Pedro II, e debaixo do viaduto avistamos a camionete.

(Oswaldo França Júnior. O homem de macacão, 1972)